4 de set. de 2008

Novo site


Visitem o meu site:

http://www.draelaine.com/

Contatos por email:

elaine@draelaine.com
doutoraelaine@draelaine.com



Visitem o site da autora de "Pérola Negra - História de um Caminho"

Agora, temos um novo e maior espaço na rede mundial de computadores. Já está no ar o site oficial da Dra. Elaine Pereira da Silva! Visitem: http://www.draelaine.com e, querendo, comentem as fotos dos eventos. Podem tb assistir ao vídeo com a entrevista da autora no Programa do Jô. Agora já carregado de modo a se poder assistir de uma só vez (em banda larga). Para quem não viu, ou para quem quer rever as coisas seriíssimas e outras engraçadíssimas q foram ditas neste dia. Pelo site, tb é possível comprar o livro, ou conversar diretamente com a autora do livro. Visitem e divulguem!

19 de mar. de 2007

ZENTREVISTA - Dra. Elaine no Jornal Zen

“Preta, pobre e petulante”. A autodefinição é sugestiva das dificuldades enfrentadas por Elaine Pereira da Silva para conseguir o tão sonhado diploma de Medicina. E que dificuldades! Criada na periferia de São Paulo, filha de pedreiro e empregada doméstica, alcançou seu objetivo mesmo contra todos os prognósticos. Uma vitória pessoal de Elaine, que desde cedo tinha o desejo de ser médica, para ajudar as pessoas a se livrar da dor. Mal sabia ela que teria de senti-la na carne e na alma. Então sem condições de pagar uma universidade particular ou um cursinho, decidiu fazer um curso mais barato – Biologia. Conseguiu se formar, apesar de dormir na maior parte das aulas – um dos sintomas da neurocisticercose, doença causada por larvas presentes na carne de porco. Prestou concurso do Estado e tornou-se professora. Com o salário maior, decidiu resgatar o sonho de se tornar médica. Com muita dificuldade, fez dois anos e meio de cursinho e prestou o vestibular. Passou na Unesp, Santa Casa e Unicamp. Optou pela última, onde morava de graça e recebia uma bolsa. Negra, pobre e introvertida, Elaine teve a situação agravada em 1993, quando estava no 5º ano de Medicina. Nessa época, foi internada pela primeira vez e ficou quatro dias em coma. Só então teve seu problema definitivamente diagnosticado. Ela conta que “enlouqueceu”, acabou em cadeira de rodas, passou por três cirurgias e quase morreu. Ao todo, foi internada 18 vezes. Ao fim de nove anos, finalmente conseguiu o tão sonhado diploma e superar a doença. Aos 44 anos, depois de trabalhar na rede pública de saúde, Elaine convive com seqüelas, como fortes dores. Mas nada que impeça de assistir, de forma voluntária, crianças e adultos de uma favela de Campinas – promessa feita a Deus nos anos de cursinho. Nesta entrevista exclusiva ao JORNALZEN, Elaine conta um pouco de sua trajetória, marcada pela pobreza, humilhação e preconceito, mas principalmente pela superação.

JORNALZEN – Depois de tudo que a sra. passou, como se sente hoje, estando em evidência, sendo até entrevistada no programa de Jô Soares, na Rede Globo?
Elaine – Sinto-me muito feliz por estar podendo fazer do limão uma limonada. Minha história foi complicada, bastante difícil, mas tive a grande salvação da humanidade. Tive amor de pouquíssimas pessoas, que fizeram toda a diferença. Tive Deus e dois amigos. Por eles, não me matei e estou de pé. Se não tivesse sido amada pelo Dr. Jamiro [referindo-se ao médico Jamiro da Silva Wanderley] e pelo Dr. Fabrício [referindo-se ao médico Fabrício Caneppele], meu pai e meu irmão brancos, não teria agüentado tudo que agüentei. Hoje, eu prego contra o suicídio, a favor do amor, da amizade, sonho, luta, verdade, esperança. Prego a resistência, com, sem e apesar de tudo. Sempre existe o dia seguinte, mesmo que demore 13 anos, como foi no meu caso.

JORNALZEN – Em seu livro Pérola Negra – História de um Caminho, a sra. descreve todo o sofrimento com sua doença e a discriminação que sofreu por ser negra, pobre e aluna de medicina. Porém, também encontrou muitos que a ajudaram.
Elaine – Conto no livro de um senhor que me viu chorando quando eu não tinha dinheiro para comprar o remédio que a médica me receitou. Ele me deu 30 reais para que eu comprasse. Fiz questão de anotar o nome dele mesmo sem saber que um dia eu escreveria um livro. E coloquei o nome dele [Valter J. Bortolotto]. Assim como ele, que nunca mais vi, e com outros que tenho contato até hoje, a eles devo tudo. Os poucos que me amaram foram mais fortes que os muitos que não me amaram. Drummond fala que o amor vence o tédio, restaura a pobreza e instaura em nós a imperecível alegria. Eu sou uma mulher de frases, e essa é a frase da minha vida. O amor é a panacéia, a salvação para todos os males da humanidade. Tudo que há de ruim no mundo é a falta de amor. Tudo que há de bom é presença de amor. É o amor que salva as pessoas e é a falta dele que as mata as faz matarem as pessoas. Pensei em suicídio por três anos, por causa de uma dor de cabeça insuportável. Hoje, digo o seguinte: suicídio, a gente sempre deve deixar para amanhã, porque o amanhã nunca chega. No amanhã, as idéias suicidas perdem o sentido. Hoje, dou graças a Deus de estar aqui, pois posso ter algumas alegrias, posso fazer meu trabalho voluntário na favela. Escrevi um livro e, através dele, faço outras pessoas refletirem.

JORNALZEN – Qual o peso de ser mulher, negra, pobre e médica no Brasil?
Elaine – Sempre digo que sou “PPP” – preta, pobre e petulante. O fato de ser mulher pesa. O fato de ser pobre pesa mais. O fato de ser negra pesa ainda mais. E o fato de ter ficado louca, em função de uma lesão cerebral causada pela neurocisticercose que tive, pesa muito mais. Quanto a ter me formado médica, diria que a medicina é uma profissão de elite. Não é para negros nem para pobres, muito menos para ex-doentes mentais. Sou uma médica com “graves defeitos”: sou negra, pobre, ex-louca e honesta. Quando estava no cursinho, pedi a Deus que me ajudasse a entrar em medicina na Unicamp, onde só entra branco e rico, e prometi que atenderia as pessoas pobres. Ele estava de plantão no céu nesse dia, e também no dia em que fui parar na UTI, e disse: “Você vai passar poucas e boas, mas um dia vai cumprir a promessa que me fez”. E porque Deus queria uma médica na favela da Vila Brandina, onde faço meu trabalho voluntário há nove anos, é que estou viva ainda. É muito complicado quando se tem tantos estigmas a vencer. Não posso dizer que os venci. Eles existem, são muito fortes. Mas eu os transcendi. Para que a gente melhore nossa sociedade, é preciso que as pessoas tenham coragem de se pronunciar. Esses dias, li que o que mais preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons. Mais do que fazer a nossa parte, a gente tem que alardear o que é certo. Não dá só pra ser honesto e ficar quieto. A gente tem que cultivar e cultuar a bondade e o amor nesse planeta, porque o que a gente vê é o culto à mentira, ao roubo. Eu acredito, como dizia minha mãe, que a honestidade deve ser bandeira permanente, mesmo que para quem seja honesto seja mais difícil vencer, e é. Apesar disso, temos de nos apegar a essa bandeira. É por causa da falência da bandeira de paz que foi arrastado e morto um menininho de 6 anos. O importante não é ter. É ser. Por que tantas meninas têm morrido de anorexia? Por causa do culto à forma em detrimento da essência. Os valores estão invertidos. Precisamos nos unir para mudarmos isso. Essas bandeiras, que são tantas, transcendem os “PPP”. É por toda a humanidade.

JORNALZEN – Costuma-se acreditar e dizer que não existe racismo no Brasil. O que teria a nos dizer a respeito?
Elaine – Quem leu meu livro sabe o que é racismo no Brasil. Lá, vão encontrar vários exemplos. O racismo é enorme no Brasil, mas é mitigado. É disfarçado. Por isso, meu livro pretende ser iconoclasta. Quer derrubar ou no mínimo abalar o mito da democracia racial no Brasil. O racismo é muito grande, mas, como em toda sociedade hipócrita, é sutil. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a coisa é escancarada, as pessoas se armam contra e, assim, podem se proteger tanto emocionalmente quanto legalmente. No Brasil é sutil, então há brancos e negros que o negam, a maioria por hipocrisia, alguns poucos por ignorância mesmo. O negro só descobre o tamanho do racismo quando se expõe. Minha mãe, por exemplo, nunca foi discriminada em seu trabalho de empregada doméstica, enquanto eu, como médica, sempre fui – sutilmente, claro. O negro serve para o trabalho físico, mas não para o intelectual. Para conseguir uma vaga num emprego, tem que ser melhor que um branco. Se for igual, a vaga será dele. Então, acho que a gente tem de saber que existe para poder lutar contra. O mal, a gente só combate quando sabe que ele existe. Estou fazendo a minha parte, denunciando em quaisquer níveis que me dêem voz.

JORNALZEN – Com tudo o que a sra. passou , o que a fez alcançar o seu sonho?
Elaine – Principalmente, a persistência. Há um provérbio chinês que diz o seguinte: “Um punhado de paciência é mais importante que um barril de talentos”. Pensei em desistir milhões de vezes, mas, como escrevo no meu livro, a palavra desistir não existe no meu dicionário de vida. E por não saber como se fazia para desistir, continuei. Foi por absoluta garra, empenho, apesar de todos os pesares, contra todas as expectativas de quase o mundo inteiro. Quase todos acharam que eu não iria conseguir. Primeiro, nunca iria entrar em medicina, muito menos numa universidade estadual. Pois eu entrei em duas: Unicamp e Unesp. Depois de já ter me formado em biologia. Então, no 5º ano, eu vou para a UTI e fico louca, e todos pensaram que nunca mais seria médica. Mas eu digo que nunca é tempo demais para quem tem Deus no céu e trabalho na terra. Não há lesão cerebral que segure. Se você tiver muita fé, muito trabalho e muita paciência, consegue chegar onde quiser.

JORNALZEN – Quais são os seus planos daqui para frente?
Elaine – Digo que meu primeiro livro quem escreveu foi Deus, porque foi a minha trajetória até aqui. A pérola é uma agressão que entrou na ostra e, para se defender, ela cobre com mantos de naca o que entrou, que pode ser, por exemplo, um pouco de areia. Aquilo vai se cristalizando e forma uma pérola. Existe um pensamento que diz que ostras que não foram agredidas não produzem pérolas. Por isso, Pérola Negra é um título perfeito para mim. Por sugestão de meu amigo Jamiro, quero escrever sobre uma utopia, onde não vou contar o que eu vi e, sim, o que não vi. Sobre como seria um mundo correto. Talvez o título será Pérola Negra Sonha um Novo Caminho.

JORNALZEN – Que mensagem deixaria para nossos leitores?
Elaine – Essa história de que mulher, negro e homossexual são inferiores é um estereótipo imbecil. Conheço pobres e ricos maravilhosos, pobres e ricos medíocres, analfabetos e doutores idem; brancos e negros idem. Os valores são morais. O que importa, o que realmente afeta o mundo é o coração e o cérebro das pessoas, e o que elas fazem regidas por eles com suas mãos.

Fonte: www.jornalzen.com.br

29 de jan. de 2007

Dra. Elaine (Pérola Negra) na Rede TV!

Caros amigos,

a entrevista da Dra. Elaine com Luiz Gasparetto, da Rede TV, programa "Encontro Marcado", será exibida no dia 31/01 (quarta-feira) das 13h45m às 14h30m.

Foram tratados temas polêmicos como racismo, erro médico, saúde pública e a entrevista agradou ao público presente (q aplaudiu várias vezes) e ao pessoal da emissora.

Podendo, assistam, divulguem e comentem, aqui, no Multiply e no Orkut!

Atenciosamente,

Marina Viana

Assessora de Imprensa

2 de out. de 2006

Lancamento do livro na CASA DAS ROSAS, Avenida Paulista

Caros amigos,

a história da nossa Pérola Negra está, aos poucos, ganhando espaco na mídia e chegando aos quatro cantos do mundo.

O próximo evento de lancamento do livro "Pérola Negra - História de um Caminho" acontecerá nessa sexta-feira, dia 6 de outubro, na mais paulista das avenidas, e em um espaco tombado pelo patrimônio histórico: na CASA DAS ROSAS, Av. Paulista, 37. O evento acontece das 17 às 21 horas, com palestra, venda de livros e sessao de autógrafos.

A Casa das Rosas fica bem no comeco da Avenida Paulista, entre as estacoes do metrô Paraíso e Brigadeiro, próxima à Praca Osvaldo Cruz, ao Shopping Paulista e ao Hospital Santa Catarina.

A quem puder comparecer, será muito bem-vindo! Caso nao possa comparecer, indique o programa a um amigo, sugerindo um happy-hour literário na Casa das Rosas.

Lembramos que a Dra. Elaine tem uma comunidade no Orkut, onde as pessoas podem participar e fazer comentários e encaminhar observacoes/sugestoes, assim como podem fazê-lo pelo Blog. O endereco da comunidade no Orkut é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4981814

Agradecemos a atencao de todos!

Atenciosamente,

Marina Viana
Assessora de Imprensa

19 de ago. de 2006

Dra. Elaine no Orkut

Caros amigos,

a Dra. Elaine tem uma comunidade dedicada a ela e sua licao de vida no orkut.

Convidamos todos voces a participarem, colocando tópicos que possam contribuir para uma troca sadia e proveitosa a todos.

O link da comunidade é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4981814

Abraco

Marina Viana
Assessora de Imprensa

Dra. Elaine no Programa do Jô

Em 17/08/2006 foi ao ar a entrevista da Doutora Elaine no Programa do Jô Soares.

Apresentamos a seguir a entrevista em duas partes:

Parte 1 de 2




Parte 2 de 2






16 de ago. de 2006

Entrevista no Jô é na quinta, dia 17/08

gente,

a entrevista no Programa do Jô vai ao ar na quinta-feira, dia 17/08.

Tenho certeza de que valerá a pena ir dormir mais tarde!

Marina

11 de ago. de 2006

No Programa do Jô!! (Em breve)

Dra. Elaine vai ser entrevistada por Jô Soares na tarde de terça-feira (15/08), nos estúdios da Rede Globo em São Paulo.

I
rá ao ar na mesma semana!!
A data de exibição não está confirmada, acompanhem a programação na terça, quinta ou sexta-feira.

No Jornal Correio Popular

Autobiografia relata trajetória de superação


Correio Popular Campinas, sábado, 5/08/2006

Caderno C


Katia Fonseca

DA AGÊNCIA ANHANGÜERA

katiaf@rac.com.br

Mulher, negra e de origem pobre, Elaine Pereira da Silva conseguiu realizar seu sonho de menina e formar-se em Medicina pela Unicamp. Mas, como disse o poeta Torquato Neto —, um dos fundadores do movimento tropicalista da década de 70 — “não se vive intensamente sem punição”. Principalmente quando se é negro num país dissimulado como o Brasil. Assim, Elaine sofreu todos os tipos de discriminação racial e econômica (e em todos os níveis sociais, de professores a faxineiros).

Sua saga, que ainda não terminou, ela conta no livro Pérola Negra — A História de um Caminho, da Editora Komedi. Os relatos abrangem os fatos mais marcantes da vida da escritora desde sua infância até 1998. “Mas nesses oito anos, do final do livro até hoje, tenho material para outra obra e já tenho até o título: Pérola Negra — Com os Pés no Mundo”, diz a médica. Fato lamentável, já que esse “material” a que ela se refere é composto, fundamentalmente, de episódios de racismo e maus tratos.

Como se fossem poucos os motivos para discriminação, além de mulher, negra e pobre, Elaine sofreu uma lesão cerebral, em 1993 (quando estava no 5 ano de Medicina), segundo ela, por negligência médica (o clínico responsável está sendo processado por ela). Após quatro dias em coma e muitas idas e vindas a hospitais, foi diagnosticado — tardiamente — neurocisticercose. “É a doença provocada por um verme presente na carne de porco que se aloja no cérebro humano”, explica Elaine. Grande parte do livro, a autora dedica a esse assunto, narrando como uma hipersonolência aliada a fortes dores de cabeça lhe incomodaram durante anos sem que qualquer médico procurado por ela tivesse visto, aí, um indício da enfermidade. Coisas de Brasil!

Pérola Negra é o testemunho de um sofrimento atroz, tanto físico quanto psicológico. A doença gerou um desequilíbrio mental temporário, o que afastou Elaine do convívio social. “Tive ao meu lado apenas Deus e dois amigos: Fabríco Caneppele e Jamiro da Silva Wanderley”, conta a médica que faz questão de citar nominalmente os dois médicos, seus mestres e grandes companheiros.

Literatura

Do ponto de vista literário, o livro de Elaine deixa a desejar. É prolixo, recheado de detalhes dispensáveis — como a íntegra de redações escritas pela autora em época escolar ou reproduções de poesias ou letras de músicas enormes e inteiras — e usa e abusa das epígrafes (120!). Mas como relato, como testemunho de vida e como raio X de uma nação subdesenvolvida econômica e socialmente, na qual impera o preconceito e a inversão de valores, é estupendo. A leitura flui — apesar dos problemas de estilo —, instigada pelo turbilhão de injustiças, contratempos e inépcia médica que, literalmente, abalrroaram a vida de Elaine.

Mal ela consegue vencer um obstáculo — seja acadêmico (precisou fazer em nove anos o curso de Medicina por causa da doença), sentimental (casamentos desfeitos, traição de amigos) ou intelectual (perda de memória, hipersonolência) — outro vem em seguida, na próxima “esquina” da vida.

Livro e palestras

Mas Pérola Negra trouxe a redenção para sua autora e, hoje, ela afirma de boca cheia: “Em 13 anos, os últimos dois meses foram os mais felizes da minha vida!”. Com o lançamento do livro, em abril deste ano, um novo mundo se abriu para a médica que diz, agora, praticar “a medicina da alma, não mais do corpo”. Seu exemplo de superação tem ajudado muitas pessoas e ela passou a ser convidada para proferir palestras, contando sua saga e deixando como mensagem algo parecido com o que já disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Elaine, com 43 anos, está aposentada (obteve o benefício por causa das seqüelas da lesão cerebral) e, hoje, só faz o que gosta: clinica voluntariamente na favela da Vila Brandina aos sábados de manhã, cuida de seu cachorro e transmite sua mensagem aos desvalidos e desesperançados, no melhor estilo “auto-ajuda”. Seu mote principal: “Não desista nunca, pois ‘sonhos não envelhecem’”.

10 de ago. de 2006

O Livro: Pérola Negra - História de um Caminho




Orelha do livro escrita por Rubem Alves:

Elaine Pereira da Silva, médica: isso diz muito pouco. Há milhares de médicos com diplomas iguais. A coisa não está nem na partida e nem na chegada; está na travessia, diz Guimarães Rosa. Ser médica é a chegada, estrela que a guiou na noite escura. Mas o sangue e a carne da Elaine estão na travessia, na longa, tortuosa, descontínua e sofrida caminhada para se chegar a esse lugar. Verdade para ela; verdade para nós. Somos o caminho que nos trouxe até o lugar onde estamos. Para se saber quem somos é preciso andar pelos caminhos que trilhamos. E é isso que ela faz: ela conta o caminho. E caminhamos com ela. Negra, mulher, pobre, atingida por lesão cerebral – ela conheceu todo tipo de discriminação, discriminação universal num país que se diz sem preconceitos. Mas havia sempre pessoas amigas que lhe dessem a mão ou emprestassem o ombro. São essas pessoas que tornam a vida digna de ser vivida. Disse que ela chegou: é médica. Errado. Somente os mortos chegam. “Sou uma despedida em cada chegada”, dizia Nietzsche.

Estamos sempre a caminho. Só há caminhos. Somos caminhos. Mas, pelo caminho ela foi colhendo deliciosos aforismos retirados da poesia, da filosofia e da literatura, o que nos faz saber que enquanto caminhava através dos difíceis caminhos do aprendizado da ciência médica ela se alimentava não de ciência médica mas de sabedoria. Medicina não é pão. É panela...

Esse é um livro de sonho, sofrimento, determinação e coragem. Quem o ler ficará maior. Mas pode ser que fique diferente.

Se eu falar mais estarei saindo da orelha. O livro é o resto do corpo da Elaine.

Rubem Alves

Encomende o livro com a Dr. Elaine em Contatos.

Lançamento do livro Pérola Negra

Após superar dificuldades financeiras, problemas de saúde e preconceito, médica lança sua autobiografia

A trajetória de Elaine, marcada pela pobreza, humilhação e preconceito, mas principalmente pela superação, está contada no livro autobiográfico “Pérola Negra – História de um Caminho” (Editora Komedi), que ela lançará no próximo dia 28 de abril, a partir das 15h, no Salão Nobre da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. A orelha do livro é assinada pelo escritor Rubem Alves. Segundo ele, quem ler o livro “ficará maior”.
A tarde de autógrafos contará com uma extensa programação artístico-cultural, que pode ser conferida abaixo. A divulgação da obra terá continuidade no dia 3 de maio, no Clube Semanal de Cultura Artística; e no dia 13 de maio, no Centro de Convivência Cultural, ambos em Campinas.

Das 15 às 16h
Grupo de Teatro "Blind and Company" encenando a peça “Consciência sim, preconceito não”

Das 16 às 17h
MPB com Henrique Torres e convidado

Das 17 às 19h
MPB com Antonio Carlos Montone

Das 19 às 19h20
Mágica com o médico Jamiro Wanderley

19h20m às 20h
Palestra e poesia "Cântico Negro" com a autora do livro

20h
Encerramento com Coral Gospel Kadmiel - Regente Nilton Silva e apresentação de dança com Paula Salles

Programação completa da festa de lançamento disponível no Jornal Integração. Clica aqui.

No jornal da Unicamp (2006)

Por que os sonhos não envelhecem
Negra, filha de pedreiro e de empregada doméstica, médica conta em livro sua dura luta pelo diploma.


Elaine Pereira da Silva deu de ombros para o destino. Negra, filha de pai pedreiro e mãe empregada doméstica, desejou desde cedo cursar Medicina. Motivo: ajudar as pessoas a se livrar da dor. Mesmo contra todos os prognósticos, alcançou o objetivo almejado. Graduou-se por uma das melhores universidades do país, a Unicamp. Hoje, aos 43 anos, precocemente aposentada por causa de uma lesão neurológica, continua assistindo de forma voluntária crianças e adultos de uma favela de Campinas. E mostra-se gratificada por cumprir a missão que se impôs. “Sabe por que eu consegui? Porque os sonhos não envelhecem”, afirma, tomando emprestado os versos compostos por Lô Borges para a canção “Clube de Esquina 2”. A trajetória de Elaine, marcada pela pobreza, humilhação e preconceito, mas principalmente pela superação, está contada no livro Pérola Negra – História de um Caminho (Editora Komedi), que ela lançará no próximo dia 28 de abril, a partir das 15h, no Salão Nobre da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. A orelha do livro é assinada pelo escritor Rubem Alves. Segundo ele, quem ler o livro 'ficará maior'."

Confira a reportagem completa sobre Dr. Elaine no Jornal da Unicamp de 24-30 de Abril de 2006. Clica aqui.

No jornal da Unicamp (2003)

"Elaine Pereira da Silva não conhece ou simplesmente ignora o significado do verbo desistir. Filha de pai pedreiro e mãe empregada doméstica, desde criança desejava cursar Medicina para ajudar as pessoas a se livrar da dor. Hoje, aos 40 anos, ela atende como clínica no Posto de Saúde de Sousas, distrito localizado na região leste de Campinas, onde cumpre a missão que se impôs. Num país como o Brasil, essa mulher já seria um exemplo de superação apenas pelo fato de ter vencido limitações financeiras que impedem que a imensa maioria de jovens de origem semelhante curse a universidade. Mas ela teve que fazer mais. Além da pobreza, teve que vencer preconceitos e a doença. Elaine é negra e portadora de uma lesão neurológica. "Sabe por que eu consegui? Porque os sonhos não envelhecem" , afirma, emprestando os versos compostos por Lô Borges para a canção 'Clube de Esquina 2'."



Reportagem publicada no Jornal da Unicamp, de 19-25 maio de 2003.

9 de ago. de 2006

Elaine na TVB

Em julho de 2006 a Doutora Elaine foi entrevistada na TVB, representante da SBT na região de Campinas.